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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Palavras


 
 
Há algumas palavras no dicionário que não fazem sentido em existir, não fariam falta alguma se por um dia alguém resolvesse apenas retira-las da história. Há palavras que foram criadas na hora da raiva, do medo, da angústia, da incompreensão e ficaram existindo por puro descaso da sensibilidade humana.

Há palavras que mesmo pequenininhas, machucam muito. Palavras que nos podam, nos resumem ao pó, nos oprimem e nos obrigam a viver sonhos alheios. Há palavras que nos prendem, nos desejam o mal, nos denigrem e nos acompanham por anos a fio sem que haja um controle sobre elas.

Há palavras feias, palavras burras, palavras estranhas, palavrões de uma sílaba só. São apenas palavras ou são pessoas vestidas de palavras? Quantas vezes nos escondemos debaixo de muitas delas e não nos damos conta que de tanto se esconder somos suprimidos e deixamos de realmente existir...?

“Ah, mas são só meras palavras, quando eu quiser eu paro, quando quiser não as falo.”

Quantas boas palavras você vai deixar de falar pra se parecer com o que você não é? Quantas boas palavras você vai abandonar no desuso pra parecer descolada, divertida ou popular?
Palavras do “A” ao “Z” existem para serem bem utilizadas, servirem de comunicação, de interação. São armas poderosíssimas. Repensa vai, não por mim, não por você (não somente você), mas por nós, por nossa sociedade, por nossas amizades, pela criança de rua, pelo cachorro da esquina, pelo moço da limpeza, pela dona da cantina, pelo advogado, pelo médico, pelo cantor, por seus familiares, líderes, por dona Maria, por teu avô, por tua avó, por todos os envolvidos direta e indiretamente com o que acontece contigo, repensa.