Há algumas palavras no dicionário
que não fazem sentido em existir, não fariam falta alguma se por um dia alguém
resolvesse apenas retira-las da história. Há palavras que foram criadas na hora
da raiva, do medo, da angústia, da incompreensão e ficaram existindo por puro
descaso da sensibilidade humana.
Há palavras que mesmo
pequenininhas, machucam muito. Palavras que nos podam, nos resumem ao pó, nos
oprimem e nos obrigam a viver sonhos alheios. Há palavras que nos prendem, nos
desejam o mal, nos denigrem e nos acompanham por anos a fio sem que haja um controle
sobre elas.
Há palavras feias, palavras
burras, palavras estranhas, palavrões de uma sílaba só. São apenas palavras ou
são pessoas vestidas de palavras? Quantas vezes nos escondemos debaixo de
muitas delas e não nos damos conta que de tanto se esconder somos suprimidos e
deixamos de realmente existir...?
“Ah, mas são só meras palavras,
quando eu quiser eu paro, quando quiser não as falo.”
Quantas boas palavras você vai
deixar de falar pra se parecer com o que você não é? Quantas boas palavras você
vai abandonar no desuso pra parecer descolada, divertida ou popular?
Palavras do “A” ao “Z” existem para serem bem
utilizadas, servirem de comunicação, de interação. São armas poderosíssimas.
Repensa vai, não por mim, não por você (não somente você), mas por nós, por
nossa sociedade, por nossas amizades, pela criança de rua, pelo cachorro da
esquina, pelo moço da limpeza, pela dona da cantina, pelo advogado, pelo médico,
pelo cantor, por seus familiares, líderes, por dona Maria, por teu avô, por tua
avó, por todos os envolvidos direta e indiretamente com o que acontece contigo,
repensa.
